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Todos os filmes de Scorsese do pior para o melhor

Todos os filmes de Scorsese do pior para o melhor

Uma viagem por crimes, culpa, música e memória em Todos os filmes de Scorsese do pior para o melhor.

Há filmes que terminam quando sobem os créditos. Os de Martin Scorsese costumam continuar na cabeça, como uma música ouvida de madrugada, com imagens piscando e personagens falando alto dentro da nossa memória. Às vezes, fica o som seco de um soco. Em outras, uma rua molhada, um terno bem cortado ou o silêncio desconfortável de alguém que já passou dos limites.

Organizar Todos os filmes de Scorsese do pior para o melhor é uma tarefa naturalmente discutível, porque cada fase do diretor tem seu próprio tempero. Há o Scorsese dos gângsteres, o dos personagens solitários, o apaixonado por música e o observador de figuras que tentam encontrar algum sentido no caos.

A lista a seguir reúne seus principais longas de ficção, em uma ordem que considera impacto, personagens, direção e força da experiência. Não é uma sentença gravada em pedra, mas um convite para rever clássicos, descobrir títulos menos lembrados e escolher a próxima sessão com uma boa tigela de pipoca por perto.

Como ler Todos os filmes de Scorsese do pior para o melhor

Mesmo os títulos que aparecem no fim da lista têm momentos marcantes. Scorsese raramente filma uma história de maneira neutra: seus cortes acompanham a música, a câmera observa os personagens de perto e a cidade parece respirar junto com eles.

Por isso, a ordem funciona mais como um mapa de entrada do que como uma competição. Um filme pode subir várias posições dependendo do humor, da idade de quem assiste ou da vontade de passar duas horas em uma Nova York barulhenta, em um cassino luminoso ou no silêncio inquieto de uma ilha.

Do 25º ao 16º lugar

  1. 25º lugar, Boxcar Bertha: Um dos primeiros trabalhos do diretor, mistura estrada, crime e romance com energia bruta. Ainda é uma obra de formação, mas já revela seu interesse por personagens à margem.
  2. 24º lugar, New York, New York: O musical com Robert De Niro e Liza Minnelli tem brilho, melancolia e uma relação amorosa cheia de atritos. Seu coração bate mais forte nas canções e nos conflitos íntimos.
  3. 23º lugar, A Cor do Dinheiro: Paul Newman oferece elegância ao papel de um jogador veterano que tenta preparar seu sucessor. O filme tem ritmo envolvente e mesas de sinuca filmadas como arenas.
  4. 22º lugar, A Última Tentação de Cristo: Uma obra contemplativa e provocadora sobre fé, desejo e dúvida. Willem Dafoe conduz uma narrativa que prefere a inquietação às respostas fáceis.
  5. 21º lugar, Kundun: Visualmente delicado, acompanha a formação espiritual do Dalai Lama. É um Scorsese mais sereno, com cores, paisagens e silêncios que pedem atenção sem pressa.
  6. 20º lugar, Caminhos Perigosos: O filme que já anuncia muitos temas do diretor: culpa, violência, religião e amizade. Harvey Keitel circula por uma Little Italy áspera, onde cada escolha deixa uma marca.
  7. 19º lugar, A Época da Inocência: Romance de época feito de gestos contidos, olhares e regras sociais. A câmera transforma salões bem decorados em espaços de tensão, como se cada jantar escondesse uma tempestade.
  8. 18º lugar, O Rei da Comédia: Uma sátira desconfortável sobre fama, obsessão e desejo de reconhecimento. Robert De Niro interpreta um homem que confunde insistência com talento e transforma o constrangimento em humor ácido.
  9. 17º lugar, A Ilha do Medo: Suspense de atmosfera carregada, com corredores úmidos, vento forte e uma investigação que se torna cada vez mais instável. É uma porta de entrada acessível para o cinema do diretor.
  10. 16º lugar, Depois de Horas: Uma noite comum vira uma sucessão de desencontros absurdos pelas ruas de Manhattan. O humor nervoso e a sensação de pesadelo acordado fazem deste filme uma pequena joia urbana.

Do 15º ao 6º lugar

  1. 15º lugar, O Aviador: A vida de Howard Hughes ganha escala, obsessão e brilho visual. Leonardo DiCaprio entrega um personagem fascinante, enquanto Scorsese acompanha o preço de transformar ambição em modo de vida.
  2. 14º lugar, A Invenção de Hugo Cabret: Uma carta de amor ao nascimento do cinema, com relógios, estação de trem e uma delicada sensação de descoberta. É um filme luminoso dentro de uma filmografia marcada por sombras.
  3. 13º lugar, Gangues de Nova York: A cidade aparece como um campo de batalha cheio de fumaça, sangue e orgulho. Daniel Day Lewis domina a tela, e a reconstrução histórica tem uma energia quase teatral.
  4. 12º lugar, O Lobo de Wall Street: Exagerado, veloz e desconfortável, acompanha a ascensão de um corretor movido por dinheiro e prazer. A montagem transforma festas e excessos em uma ressaca visual que demora a passar.
  5. 11º lugar, Silêncio: Dois padres atravessam o Japão em busca de um mentor desaparecido. A paisagem é bela, mas a experiência é dura, feita de fé, dúvida e perguntas que permanecem depois da sessão.
  6. 10º lugar, O Irlandês: Uma despedida madura ao cinema de gângsteres. Robert De Niro, Al Pacino e Joe Pesci formam um trio de presenças enormes, enquanto o tempo pesa sobre cada amizade e cada escolha.
  7. 9º lugar, Cassino: Las Vegas surge como um salão brilhante onde tudo pode ruir a qualquer momento. Sharon Stone rouba cenas com intensidade, e o filme acompanha dinheiro, ciúme e poder em uma espiral barulhenta.
  8. 8º lugar, O Rei da Comédia: A presença de Rupert Pupkin é tão estranha que merece uma segunda menção pela força de sua criação. O filme envelheceu bem por enxergar a fama como uma mistura de carência, espetáculo e delírio.
  9. 7º lugar, Taxi Driver: Poucos filmes captaram tão bem a solidão de uma cidade durante a madrugada. Travis Bickle atravessa ruas sujas e luminosas, enquanto a trilha de Bernard Herrmann parece sair de um rádio distante.
  10. 6º lugar, A Última Tentação de Cristo: Sua coragem artística e sua atmosfera meditativa colocam o filme entre os trabalhos mais singulares do diretor. É uma experiência de cinema que cresce quando vista com disposição para a dúvida.

Para uma noite de cinema em casa, vale escolher o título de acordo com o clima. Quem busca tensão pode começar por Taxi Driver ou A Ilha do Medo. Quem prefere humor nervoso encontra boas companhias em Depois de Horas e O Rei da Comédia. E, para montar uma sessão confortável, com imagem grande e som preenchendo a sala, muita gente pesquisa opções como teste IPTV TV Box antes de preparar o sofá.

Os cinco filmes que chegam ao topo

  1. 5º lugar, Os Bons Companheiros: A entrada de Henry Hill no mundo do crime é contada com velocidade, humor e uma trilha sonora que parece conduzir cada passo. A narração aproxima o público e, ao mesmo tempo, revela o veneno daquele universo.
  2. 4º lugar, O Cabo do Medo: Um thriller de vingança com atuações intensas e clima de filme clássico. Robert De Niro constrói um antagonista assustador, enquanto Nick Nolte interpreta um homem obrigado a encarar o próprio passado.
  3. 3º lugar, O Rei da Comédia: Nesta posição, o filme mostra sua influência sobre histórias modernas de fama e exposição. Scorsese filma o constrangimento como espetáculo e faz a gente rir com um olho enquanto o outro procura a saída.
  4. 2º lugar, Touro Indomável: A trajetória de Jake LaMotta ganha preto e branco, suor, silêncio e explosões de raiva. Robert De Niro entrega uma atuação física e dolorosa, e a direção transforma o ringue em retrato de uma mente em conflito.
  5. 1º lugar, Os Bons Companheiros: O filme reúne o melhor da assinatura de Scorsese: montagem musical, personagens magnéticos, violência súbita e uma visão amarga do sonho de ascensão. Cada cena tem sabor próprio, da cozinha cheia de vozes ao brilho falso dos clubes.

Por que esses filmes continuam tão presentes

A força da obra de Scorsese está na forma como ele aproxima o público de personagens imperfeitos. Eles mentem, exageram, amam mal, buscam reconhecimento e, muitas vezes, confundem liberdade com poder. Ainda assim, a câmera encontra humanidade mesmo nos momentos mais difíceis.

Outro traço marcante é a relação com a música. Rock, jazz, ópera e canções populares entram em cena como comentários emocionais, criando uma pulsação que transforma montagens inteiras. Em um filme de Scorsese, uma música conhecida pode reaparecer com outro sentido, como uma lembrança que mudou de roupa.

Também chama atenção o carinho do diretor pela própria história do cinema. Essa paixão aparece em A Invenção de Hugo Cabret, nos documentários sobre música e nas referências espalhadas pela filmografia. Para acompanhar outras leituras sobre cultura e entretenimento, você pode visitar as notícias de cinema e escolher novos títulos para a agenda.

Como escolher o próximo filme

  • Para começar pelos clássicos: Os Bons Companheiros, Touro Indomável e Taxi Driver formam uma boa trilha de entrada.
  • Para uma sessão mais leve: Depois de Horas combina confusão, humor e ritmo acelerado sem exigir uma preparação especial.
  • Para histórias de fé e dúvida: Silêncio e A Última Tentação de Cristo oferecem experiências mais contemplativas.
  • Para observar a cidade: Caminhos Perigosos, Gangues de Nova York e New York, New York mostram diferentes rostos da vida urbana.

No fim, listas servem para provocar conversa, não para encerrar assunto. A ordem pode mudar, e essa é uma das delícias de revisitar uma filmografia tão cheia de contrastes. Depois de conhecer Todos os filmes de Scorsese do pior para o melhor, escolha um título, prepare algo gostoso para beliscar e deixe a próxima história ocupar a sala.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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