Um homem suspeito de participação no ataque ao tenente da Rota Ronickson Pimentel dos Santos, 39, se entregou à Polícia Civil na tarde desta sexta-feira (17). O crime ocorreu no dia 27 de junho, em São Caetano do Sul, no ABC paulista. Ele se apresentou a policiais do DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa).
Os investigadores pediram a prisão temporária do suspeito. As investigações apontam que ele foi o responsável por pagar para que um homem abandonasse a motocicleta usada no ataque. O homem se apresentou acompanhado de um advogado e prestou depoimento. Ele deve passar por audiência de custódia neste sábado (18). A identidade dele não foi divulgada.
O tenente Pimentel foi baleado na cabeça. Ele está internado em estado grave no Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André. No momento do ataque, ele estava parado em um semáforo na avenida Goiás, principal via de São Caetano do Sul, quando dois homens em uma motocicleta o surpreenderam.
Marcelo de Jesus Dias, 37, conhecido como Nego Zoom, foi apontado pela polícia como o condutor da moto. Ele foi morto pela Rota. O suspeito de ter efetuado os disparos é Hércules da Costa Siqueira, conhecido como Golias ou Peruca, que continua foragido.
O governo de São Paulo não descarta a possibilidade de fuga para o exterior. O suspeito foi incluído na lista vermelha da Interpol. A gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos) ofereceu uma recompensa de R$ 50 mil por informações que levem à prisão dele.
Com a entrega deste suspeito, sobem para quatro o número de detidos por envolvimento indireto no crime. Um deles é suspeito de ter abandonado a motocicleta usada no ataque. Os outros dois teriam dado apoio logístico, dirigindo dois veículos.
Policiais militares da Rota afirmaram, em boletim de ocorrência, que receberam diversas denúncias anônimas sobre a tentativa de homicídio. Durante as buscas, seis homens, incluindo Nego Zoom, foram mortos nas zonas sul e leste da capital paulista.
Um documento obtido pela Folha de S.Paulo indica que o crime contra o policial foi planejado. Houve estudo prévio de horários e locais. Ronickson é irmão mais velho de Eloá Pimentel, morta aos 15 anos por Lindemberg Alves, em outubro de 2008, em Santo André.
