A Fitch Ratings informou nesta sexta-feira (17) que deixará de utilizar seu cenário adverso de guerra envolvendo o Irã como referência para sinalizar possíveis rebaixamentos de classificação de risco. A agência deixará de usar esse cenário para justificar perspectivas negativas ou colocações em observação.
Segundo a Fitch, a probabilidade de esse cenário se concretizar caiu abaixo do nível necessário para justificar seu uso como sinalizador de rating. A decisão foi tomada apesar da retomada recente das hostilidades entre Estados Unidos e Irã.
A agência afirmou que a desaceleração das tensões prevista em seu cenário-base “nunca seria um processo linear”.
O cenário adverso foi divulgado pela primeira vez em 20 de março. Ele considerava um preço médio do petróleo Brent de US$ 100 por barril em 2026, além de menor crescimento global, inflação mais elevada, queda dos mercados acionários e condições financeiras mais restritivas.
A Fitch ressaltou que, embora a probabilidade desse quadro tenha diminuído, uma alta relevante do petróleo “continua sendo uma possibilidade” diante da retomada do conflito.
A agência manteve sua projeção de preço médio do Brent em US$ 87 por barril para 2026. Esse valor fica pouco abaixo da média de US$ 88 registrada no primeiro semestre.
A commodity recuou para cerca de US$ 72 no início de julho. Entre meados de junho e meados de julho, a média foi de US$ 76. Esse movimento ocorreu após a assinatura do memorando de entendimento entre EUA e Irã, em 17 de junho, e a reabertura parcial do Estreito de Ormuz. Esses fatores favoreceram a retomada do fluxo de petróleo e o aumento da produção no Oriente Médio.
Desde a retomada das hostilidades, porém, o Brent voltou a subir. Nesta sexta-feira, o barril era negociado em quase US$ 87.
Estadão Conteúdo.
