O esloveno Slavko Vincic, de 46 anos, será o árbitro da final da Copa do Mundo de 2026 entre Espanha e Argentina. A partida acontece neste domingo (19), às 16h (de Brasília), em Nova York, nos Estados Unidos. A informação foi confirmada pela Fifa.
Vincic faz parte do quadro de árbitros da Fifa desde 2010. Esta é a segunda vez que ele apita jogos em uma Copa do Mundo. Na edição atual, o esloveno comandou três partidas antes de ser escolhido para a decisão. Entre elas, o empate do Brasil com o Marrocos na primeira rodada, além de Jordânia x Argélia, pela fase de grupos, e México x Equador, pela segunda fase.
Passado polêmico
Em 2020, Slavko Vincic foi detido durante uma festa na cidade de Bijeljina, na Bósnia e Herzegovina. A polícia local realizou uma operação contra uma rede de tráfico de drogas e apreendeu dez pistolas, aparelhos eletrônicos, cerca de 10 mil euros em espécie e 14 pacotes de cocaína. Trinta e cinco pessoas foram levadas para investigação, entre homens e mulheres. O juiz foi interrogado, mas não ficou preso.
Na ocasião, Vincic afirmou que estava no local para uma reunião de negócios e que aceitou um convite para almoçar, o que chamou de “seu maior erro”. Ele disse que não tinha ligação com o grupo preso e que, após prestar depoimento como testemunha, foi liberado. O presidente da federação eslovena de arbitragem classificou o episódio como uma “mancha” na reputação do árbitro.
Polêmica na Champions League
Em abril de 2026, Vincic apitou o jogo entre Bayern de Munique e Real Madrid, pelas quartas de final da Champions League. A equipe alemã venceu por 4 a 3, eliminando o time espanhol. A arbitragem foi criticada pela imprensa da Espanha e por jogadores do Real Madrid, como Vinicius Junior, Jude Bellingham e Kylian Mbappé.
O principal motivo da reclamação foi a expulsão do meia Camavinga, aos 40 minutos do segundo tempo. O jogador francês recebeu dois cartões amarelos em oito minutos, sendo o segundo por retardar a reinicialização da partida.
Escolha para a final
Apesar do histórico, a Fifa escolheu Vincic para apitar a final. O chefe da arbitragem da entidade, Pierluigi Collina, afirmou que a decisão foi baseada no desempenho do árbitro durante a Copa do Mundo. Segundo Collina, as atuações são o fator mais importante, além de considerar que a seleção do árbitro não está disputando o torneio.
