O Monitor do PIB da Fundação Getulio Vargas (FGV) mostrou que a economia brasileira cresceu 0,7% em maio na comparação com abril. Na comparação com maio do ano passado, a alta foi de 1,2%.
O resultado foi puxado pelos setores de agropecuária e serviços, enquanto a indústria ficou estável. No acumulado em 12 meses até maio, o PIB avançou 1,7%.
Para a coordenadora do Núcleo de Contas Nacionais do Ibre/FGV, Juliana Trece, o consumo das famílias foi o motor do crescimento. Ela destacou, porém, que o avanço da agropecuária veio depois de quedas seguidas, a indústria perdeu força e só os serviços tiveram resultado melhor que a média do início do ano.
Pelo lado da demanda, o crescimento se concentrou no consumo das famílias. As exportações e os investimentos recuaram, o que mostra dependência desse setor e um possível arrefecimento da economia.
No trimestre encerrado em maio, o PIB subiu 1,9% na comparação com o mesmo período do ano anterior. O consumo das famílias cresceu 3,3%, impulsionado por serviços e bens duráveis.
Os investimentos, medidos pela Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), subiram 2,0% no mesmo período. As exportações aumentaram 4,3%, com destaque para serviços, bens de capital e bens de consumo. Já as importações cresceram 8,9%, puxadas por serviços e bens de consumo, como automóveis.
Em valores correntes, o PIB chegou a R$ 5,466 trilhões no acumulado até maio. A taxa de investimento da economia foi de 18,6% no mês.
Messi e Milei trocam declarações sobre economia argentina
O jogador Lionel Messi afirmou que os argentinos não conseguem chegar ao fim do mês com o dinheiro que ganham. A declaração ocorreu antes da final da Copa América.
Em resposta, o presidente da Argentina, Javier Milei, rebateu a fala do atleta. A troca de declarações aconteceu em meio ao clima de expectativa pela decisão do torneio continental.
