A Titan Capital, holding ligada a Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, foi liquidada nas Ilhas Cayman. A empresa, que ficou conhecida como a “holding ostentação” por causa de suas instalações de luxo, teve o fechamento determinado pela Suprema Corte do país. A decisão nomeou três liquidantes da empresa de auditoria Grant Thornton Specialist Services. Procurada, a defesa de Vorcaro informou que não se manifestaria.
Um anúncio publicado na sexta-feira, 7, convocou os credores a “habilitar seus créditos ou pretensões e a comprovar qualquer direito de que sejam titulares”.
Investigações do Coaf e da Polícia Federal apontam que a Titan foi usada em um esquema de esvaziamento patrimonial e lavagem de dinheiro envolvendo o Banco Master. De acordo com o Coaf, entre janeiro e julho de 2025, foram feitas transferências de R$ 700 milhões para a holding, por meio de cotas de fundos de investimento do banco.
Com a liquidação, os antigos diretores e donos da holding perdem o acesso e a propriedade de contas e patrimônios. Os bens da empresa já estavam bloqueados no Brasil pelo Banco Central desde março. Um mês depois, no entanto, uma “nova Titan Capital” foi criada no Reino Unido. A liquidação em Cayman tem alcance global, incluindo paraísos fiscais, por meio de acordos de cooperação jurídica internacional.
A Titan concentrava os investimentos de Vorcaro, que foi preso pela segunda vez em março. A holding ocupava os dois andares mais altos de um dos prédios mais conhecidos da Faria Lima, o chamado “prédio da baleia”. O espaço tinha 4 mil metros quadrados, divididos em duas lajes, e contava com um elevador privativo que ligava o escritório ao heliponto.
