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Delúbio Soares nega que candidatura em 2026 busque resgate

Delúbio Soares nega que candidatura em 2026 busque resgate

O ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares, de 70 anos, afirmou que sua pré-candidatura a deputado federal em 2026 não tem o objetivo de resgatar sua imagem após os escândalos do mensalão e da Lava Jato. Em entrevista, ele disse que a motivação é ampliar a bancada do partido em Goiás. Delúbio foi preso duas vezes e condenado nos dois casos, mas teve uma sentença anulada em 2023.

Além de Delúbio, o ex-ministro José Dirceu e o ex-deputado João Paulo Cunha também tentarão uma vaga na Câmara dos Deputados. “Não estamos voltando para ter resgate de nada. É porque há uma necessidade de ampliar a bancada do PT”, declarou Delúbio.

Na conversa, ele defendeu sua inocência e chamou o mensalão de “ação penal 470”, número do processo no Supremo Tribunal Federal (STF). Delúbio afirmou que a denúncia foi o início de uma perseguição política ao PT. Ele sempre negou o pagamento de mesada a deputados, mas admitiu a existência de caixa dois em campanhas e assumiu a responsabilidade pela prática. Foi condenado a 6 anos e 8 meses de prisão por corrupção ativa, cumpriu mais de dois anos de pena e recebeu indulto em 2016.

Em 2018, foi condenado a seis anos de prisão pela Lava Jato, por empréstimos fraudulentos. A prisão foi revogada em 2019, após decisão do STF. Em 2023, o STJ anulou a sentença, determinando que o caso deveria ter tramitado na Justiça Eleitoral. Delúbio sustenta que não cometeu crimes e se refere a outros presos da Lava Jato como “colegas de infortúnio”.

Ele disse que não guarda mágoas da expulsão do PT, partido que ajudou a fundar e do qual ficou afastado entre 2005 e 2011. Delúbio foi citado pelo presidente Lula em um discurso em agosto, que pedia reparação por “erros que cometemos”.

Delúbio afirmou que sua candidatura é para ajudar Lula a governar e que pretende defender pautas como energia, transporte e educação. Ele defende a criação de um fundo soberano para a educação básica. Sobre o Congresso, disse que o jogo de interesses não mudou e que deputados votam de acordo com quem os financia.

Ele também comentou a necessidade de renovação de lideranças no PT. Segundo ele, o partido sofreu desgaste com o mensalão e a Lava Jato, mas busca renovação com cotas para a juventude. Delúbio disse que não se arrepende de ter assumido a responsabilidade pelo caixa dois e que não houve crime. “Não coloquei a culpa em ninguém porque fazia parte do momento político”, afirmou.

O ex-tesoureiro é professor e metalúrgico, foi um dos fundadores do PT e é pré-candidato a deputado federal pelo partido em Goiás.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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