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XP e Kalshi lançam Predictions Market no Brasil

A XP International e a plataforma Kalshi anunciaram uma parceria para oferecer os chamados prediction markets no Brasil. A iniciativa é realizada por meio da marca Clear.

A posição coloca a XP como a primeira a trazer esse tipo de ativo para o mercado brasileiro. O objetivo é ampliar o acesso a instrumentos financeiros que já são conhecidos em outros países.

Com a parceria, clientes da Clear que têm conta internacional na XP International poderão acessar esses mercados de previsão. O produto será integrado ao portfólio de investimentos offshore da empresa.

Os prediction markets são uma categoria de derivativos financeiros. Eles permitem que os investidores apostem em resultados de eventos futuros e indicadores econômicos objetivos.

Os contratos têm preços formados em tempo real, que refletem as expectativas coletivas dos participantes do mercado. Dessa forma, probabilidades se transformam em sinais de preço.

Lucas Rabechini, diretor de Produtos Financeiros da XP Inc., comentou a novidade. Ele disse que a XP tem a missão de ampliar o acesso a novas formas de investir. Segundo ele, esses mercados criam uma nova categoria de ativos no Brasil e oferecem mais uma ferramenta para análise e proteção de carteiras. Rabechini afirmou acreditar no alto potencial desse mercado para complementar as opções atuais.

A Kalshi é autorizada a funcionar nos Estados Unidos como uma bolsa de contratos de eventos. A entidade é supervisionada pela Commodity Futures Trading Commission (CFTC), que regula o mercado de derivativos no país.

O arcabouço regulatório seguido pelos prediction markets é o mesmo usado para outros ativos financeiros negociados nos EUA. Isso inclui ações, títulos e derivativos tradicionais, com regras definidas para formação de preço, liquidação e governança.

Esta é a primeira parceria estratégica da Kalshi com um grupo financeiro fora dos Estados Unidos. O acordo reforça o papel da XP em trazer soluções financeiras novas para o Brasil, sempre seguindo padrões regulatórios internacionais.

Luana Lopes Lara, cofundadora e diretora operacional da Kalshi, também se manifestou. Ela disse estar animada por ter a XP como a primeira corretora parceira da empresa fora dos EUA. Luana destacou que a XP é uma das maiores instituições financeiras do Brasil e que expandir o acesso para o país é um passo importante. A meta é oferecer a mais pessoas no mundo o acesso a mercados que sejam justos, seguros e regulamentados.

A XP tem um histórico de atuação no mercado financeiro brasileiro. A companhia já liderou movimentos de inovação que ampliaram o acesso a produtos e tecnologias de investimento.

Com a nova parceria, a empresa reforça essa trajetória ao apresentar uma nova classe de ativos. Ela se soma a opções como ações, ETFs, títulos e derivativos que já estão disponíveis no ambiente internacional da XP. A proposta é ajudar na construção de carteiras globais mais diversificadas.

A parceria amplia o acesso dos investidores a um novo instrumento para análise de cenários e tendências. A negociação ocorre diretamente entre os participantes, sem a figura de uma “casa” ou intermediário que tome o lado oposto de todas as apostas.

A solução está disponível para clientes da marca Clear que possuem conta internacional. Ela complementa o portfólio de produtos da plataforma offshore da XP, com uma experiência digital integrada.

Nesta fase inicial, o foco será em eventos de natureza financeira e econômica. A escolha se deve ao potencial desses eventos para aumentar a eficiência na formação de preços e a qualidade da informação disponível no mercado.

O acesso ao produto será feito com diligência, alinhado ao perfil de cada cliente e às regras regulatórias. A XP reforça seu compromisso com educação financeira, governança e com a oferta de instrumentos legítimos para auxiliar nas decisões de investimento.

Lucas Rabechini voltou a comentar, dizendo que o instrumento é trazido para ajudar os clientes a investir melhor. Ele mencionou que agora há mais alternativas de exposição a eventos econômicos relevantes. O executivo lembrou que, no passado, a empresa trabalhou para democratizar o acesso à bolsa de valores. Agora, o novo passo é introduzir um modelo de mercado já usado em economias avançadas, mantendo a responsabilidade, a educação e a governança.

O mercado de previsões tem ganhado espaço global como ferramenta de análise. Em diversos países, ele é utilizado por instituições e investidores para obter sinais sobre probabilidades de eventos futuros, desde resultados eleitorais até decisões de política econômica. A chegada desse instrumento ao Brasil por meio de uma grande corretora pode influenciar como investidores locais analisam riscos e oportunidades, integrando uma visão mais ampla sobre tendências globais em seus processos de decisão.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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