Enquanto a pré-lista do Brasil para a Copa do Mundo segue em segredo, a Argentina tomou o caminho oposto e divulgou oficialmente os 55 nomes enviados pelo técnico Lionel Scaloni à FIFA. O documento revela um dado constrangedor para o futebol brasileiro.
Dos cerca de 50 argentinos que atuam hoje nas Séries A e B do Brasileirão – 38 na elite e 12 na segunda divisão – apenas dois foram lembrados pelo técnico campeão do mundo. Ambos são do Palmeiras: o lateral Agustín Giay e o atacante Flaco López.
Nenhum argentino de Flamengo, Corinthians, São Paulo, Atlético-MG, Botafogo, Cruzeiro ou Vasco foi convocado.
A lista de Scaloni mostra que a elite técnica da Argentina continua concentrada na Europa e nos grandes clubes de Buenos Aires, não no Brasil. Entre os clubes com mais convocados estão: Atlético de Madrid (ESP), com 7 jogadores; River Plate (ARG), com 5; Olympique de Marseille (FRA), com 4; e Boca Juniors (ARG), com 3. Palmeiras (BRA), Benfica (POR), Chelsea (ING) e Inter Miami (EUA) aparecem com 2 cada.
Por país, a distribuição também chama a atenção: a Espanha lidera com 11 convocados, seguida pela Inglaterra, com 9; Argentina, com 8; e França, com 6. O futebol brasileiro, apesar do poder financeiro crescente, aparece como coadjuvante no fornecimento de atletas para a atual campeã do mundo.
A conclusão é incômoda: o Brasileirão pode estar cheio de argentinos, mas poucos têm nível de seleção. Como disse o craque Neto, da Band, talvez haja mesmo um excesso de “pé de rato argentino” rodando por aqui. A pré-lista de Scaloni sugere isso.
