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Deputado Julio Cesar: “Esporte é elemento transformador

Deputado Julio Cesar: "Esporte é elemento transformador

O deputado federal Júlio César Ribeiro (Republicanos) afirmou, em entrevista ao programa JBR Entrevista, que o esporte é um elemento transformador na sociedade. Durante a conversa, ele fez um balanço de sua trajetória política no Distrito Federal e destacou sua atuação na Secretaria de Esporte.

Júlio César Ribeiro está no terceiro mandato. Ele começou a carreira em Brasília em 2012 como Secretário de Esporte. Foi eleito deputado distrital em 2014, deputado federal em 2018 e reeleito em 2022. O parlamentar disse que suas principais bandeiras são a defesa da família e o esporte.

O deputado contou que, ao assumir a Secretaria de Esporte, percebeu que o foco era quase exclusivo no futebol. Ele passou a incentivar outras modalidades, como as artes marciais. Segundo ele, o programa Compete Brasília, que virou lei, passou de 100 para mais de 5 mil atletas atendidos por ano. O Bolsa Atleta também foi estendido para a categoria Paralímpica.

Ele lembrou o caso do atleta Caio Bonfim, que recebeu apoio da secretaria e conquistou medalha em Olimpíadas e título mundial. Júlio César afirmou que, quando assumiu a secretaria pela primeira vez, havia três Centros Olímpicos no DF. Hoje são 12, com o 13º em construção no Paranoá.

O deputado disse que criou o projeto Futuro Campeão para formar atletas de alto rendimento. Ele citou resultados no atletismo e nos saltos ornamentais, com atletas que chegaram aos Jogos Pan-Americanos. Ele também falou sobre a Lei de Incentivo ao Esporte local, que foi regulamentada em 2023, e empresas como BRB e Neoenergia já investem no programa.

Júlio César afirmou que ajuda cerca de 60 instituições por meio de emendas parlamentares. Ele exige que os projetos esportivos sejam gratuitos e que os jovens estejam matriculados na escola. O deputado disse que é o único, entre os oito federais da bancada do DF, a atuar prioritariamente com essa bandeira.

Ele também comentou sobre a aprovação de uma nova Lei de Incentivo ao Esporte Nacional, de sua autoria, que tornou o mecanismo perene. O projeto foi aprovado na Câmara e no Senado. Outro destaque foi a aprovação de uma lei para dar segurança jurídica a federações e confederações esportivas. Ele foi relator do projeto que cria a Universidade do Esporte, que agora está no Senado.

Em relação à convocação de Neymar para a Seleção Brasileira, Júlio César disse que a torcida desejava vê-lo convocado. Ele criticou o fato de o atleta não estar em plenas condições físicas e disse sentir falta de mais jogadores do futebol brasileiro na Seleção.

Sobre o cenário eleitoral de 2026, o deputado afirmou que o Republicanos cresceu no país. Ele disse que a meta nacional é ultrapassar 50 deputados federais. No DF, a meta é eleger dois ou três federais. Ele citou nomes como o deputado Fred Linhares e o seu próprio. Para a Câmara Legislativa, a nominata conta com Martins Machado, Rodrigo Delmasso, Doutora Jane, Bispo Renato, Fernando Fernandez e Renata d’Aguiar. O partido busca eleger três distritais.

Júlio César disse que o Republicanos é de direita e que se posiciona firmemente à direita. Ele afirmou que o país precisa de representantes com esses valores no Congresso. Sobre a possibilidade de racha entre o ex-governador Ibaneis Rocha e a governadora Celina Leão, o deputado disse que é preciso aguardar os desdobramentos e que acredita em um entendimento.

O parlamentar avaliou que a polarização política no Brasil continua acentuada. Ele disse que o governo federal atual tem sofrido retrocessos e que a economia está estagnada. Ele citou a rejeição de uma indicação presidencial pelo parlamento como um termômetro da insatisfação. Ele afirmou que trabalha para eleger um presidente de direita.

Júlio César também comentou a suspensão da chamada “Lei da Dosimetria” pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Ele disse ver a medida de forma negativa e afirmou que o Judiciário interfere em prerrogativas do Congresso. Ele defendeu a autonomia legislativa e disse que a interferência judicial é prejudicial à estabilidade institucional do país.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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