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Citi corta preço-alvo da CSN por riscos na mineração

O Citi reduziu o preço-alvo das ações da CSN (CSNA3) e de seu braço de mineração (CMIN3). A decisão foi motivada pelos riscos no processo de desinvestimentos do grupo e pelos volumes de minério de ferro.

Em relatório, os analistas do banco afirmam que o resultado do segundo trimestre deve ser misto. A CSN seria apoiada por um desempenho mais forte do aço, tanto em volumes quanto em preços, e pela estratégia de valor sobre volume no cimento.

Já na mineração, o banco aponta que o desempenho do período deve decepcionar. A empresa foi penalizada por custos de frete mais altos e por uma parada de manutenção adiada do primeiro trimestre, quando a mina foi impactada por chuvas.

“Estamos reduzindo nosso preço-alvo para CMIN3 para R$ 4,5 por ação e para CSNA3 para R$ 5 por ação”, disseram os analistas. Os valores refletem premissas atualizadas de preço do minério de ferro e risco de execução em torno dos desinvestimentos. Anteriormente, os preços-alvos eram de R$ 7 e R$ 5, respectivamente.

Para o segundo trimestre, o banco projeta um lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado de R$ 2,6 bilhões para a CSN e R$ 1 bilhão para a mineração. No aço, o banco vê melhoria nas entregas em relação ao trimestre anterior, com previsão de Ebitda ajustado de R$ 578 milhões e margem de cerca de 10,7%.

“Acreditamos que o nível de margem de dois dígitos deve ser sustentado no segundo semestre, apoiado por preços de aço realizados mais altos e ganhos de volume”, disseram os analistas. O relatório observa que a empresa tem trabalhado para reduzir os níveis de estoques, o que deve apoiar a dinâmica de capital de giro.

No cimento, a companhia deve continuar a se beneficiar da estratégia de valor sobre volume, com receita por tonelada mais alta compensando volumes reduzidos. “Essa disciplina de preços reforça o compromisso da administração com melhorias de lucratividade”, afirmam.

O segmento de logística e energia deve contribuir de forma constante para o resultado consolidado, sem grandes surpresas esperadas no trimestre.

Mineração

O Citi aponta que a mineração deve ser o ponto mais fraco do trimestre. Os preços realizados foram pressionados por custos de frete aproximadamente US$ 9 por tonelada mais altos. Os volumes em abril e junho foram “notavelmente fortes”, embora o trimestre tenha sido impactado pela manutenção de 15 dias na planta.

Apesar do cenário, o banco elevou suas projeções para o setor em 2027, incorporando premissas de preço do minério de ferro cerca de US$ 2,5 por tonelada mais altas. Por outro lado, o Citi reduziu suas estimativas para 2028, com um preço mais conservador de US$ 85 por tonelada, aproximadamente US$ 7 abaixo da projeção anterior.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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